Sunday, October 11, 2009

Às vezes, e quase sempre, me faltam os acentos das palavras. Não sei acentuar direito e acabo juntando orações todas no mesmo parágrafo, sem as vírgulas ou os pontos-e-vírgulas ou aquele "-" quando queremos adentrar um tema.

Não sei como me encontro nesses meus pensamentos tão infames sobre modelo bonapartista de administração pública, contratos "built-to-suit'' ou qualquer outra mazela jurídica. E tudo isso que vai me formando agora e que alguns podem chamar de formação sólida, para mim vem como máculas na alma.

Minha alminha boba que queria ser alminha de escritora como o Pedro Bandeira e escrever um livro cheio de gravuras chamado "Fabiana e a raposa" ou "A menina da janela de vidro",algo assim que as pessoas lessem em cinco minutos. Era essa minha paixão pela gramática e eu não sabia,mas eu não queria nenhum Código,nenhuma lei,nenhum enunciado normativo,nenhum caso do STF para poder escrever meus livros bobos.

E essa era a minha paixão pela gramática,só isso. Simples assim. Nunca quis ser jurista, eu só queria escrever um livro. Eu queria que a minha ciência não fosse tão humana para que eu não precisasse investigar todo o dia o pensamento dos outros e pudesse me bastar de algo mais sensato e mais preciso.

Direito para mim é como combinar peças de roupa, a gente consegue a melhor combinação com o mínimo de bom senso. E o resto é lorota.


 


 

1 Comments:

Anonymous Mari Ferez said...

Gostaria que todos pensassem assim. Mas acho que Direito é uma ilusão. Ilusão baseada na crença de que podemos (nós, juristas) encontratar a sociedade mais eficiente. Hmnm. O que eu estou fazendo da minha vida? Sou uma enganadora.

9:33 AM  

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